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Saiba como o Growth Hacking pode aumentar suas vendas

Growth hacking
Escrito por João Paulo Beluca

“A definição de insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes”. Essa frase de Albert Einstein, dentre muitas coisas, define as empresas que fazem sempre as mesmas ações de vendas e marketing, esperando obter melhores resultados.

Contudo, entender o conceito de Growth Hacking e aplicá-lo nas suas estratégias pode mudar esse cenário e ajudar aumentar o seu faturamento.

Por isso, neste artigo vamos mostrar como o Growth Hacking pode impulsionar as suas vendas e acelerar o crescimento da sua empresa. Interessado? Então continue com a leitura e aprenda a identificar as brechas no mercado!

O que é Growth Hacking?

Por se tratar de uma expressão da língua inglesa, o Growth Hacking não possui uma tradução exata para o português. Cunhado por Sean Ellis — que foi Head de marketing do LogMeIn e do Dropbox —, o conceito compreende o marketing orientado a experimentos.

Grosso modo, se trata da busca por brechas ou oportunidades (hacks) para o sucesso e o desenvolvimento de estratégias, visando o crescimento (growth) e resultados rápidos para a empresa — e para as vendas.

Para simplificar, o Growth Hacking consiste em uma prática de encontrar “gatilhos” para promover o crescimento acelerado.

Growth Hacker: quem é e o que faz?

Growth Hacker é o profissional — da área de marketing, geralmente — que possui conhecimentos aprofundados sobre metodologia de experimentos, processos, tecnologia e, principalmente, psicologia do consumidor.

Cabe ao Growth Hacker, assim, encontrar possíveis gatilhos de crescimento e, por meio da experimentação orientada pelo método, comprovar as suas hipóteses.

Contudo, é importante compreender que o Growth Hacker não diz respeito apenas a uma profissão ou um cargo, mas sim a uma forma de pensar, que qualquer profissional pode, e deve, adotar para obter melhores resultados — como o aumento nas vendas.

Growth Hacking é mágica?

Sem dúvida, o Growth Hacking é constantemente associado a mágicas como “mudamos um banner de lugar no site e, com isso, dobramos a geração de leads!”.

No entanto, tenha sempre em mente que isso acontece apenas em alguns casos isolados, e que nenhum resultado dessa magnitude se conquista de uma hora para outra. Na verdade, é necessário estudar e embasar bem as hipóteses para gerar efeitos assertivos.

A tática do “tentar de tudo para ver o que funciona” também é completamente oposta à metodologia do Growth Hacking.

Ele consiste em abordar o crescimento empresarial e o marketing de forma científica. Ajudando, assim, a comprovar as hipóteses de maneira mais rápida possível e obter resultados igualmente rápidos — o que, às vezes, dá a impressão de mágica.

Na prática, um conjunto de “pequenos hacks” somados podem garantir crescimentos expressivos. A substituição do posicionamento do banner no site pode até ser um desses pequenos hacks, mas nunca será a base de toda a estratégia.

Growth Hacking é antiético?

Outro mito associado ao Growth Hacking diz respeito aos hackers — por isso a impressão de que, ao aplicar a metodologia, você estaria infringindo a lei ou prejudicando alguém.

A palavra “hack” compreende várias traduções, mas a mais indicada para o contexto do Growth Hacking seria “brecha”, no sentido de atalho mesmo.

É claro que o hacker também busca brechas e atalhos — mas em códigos e na segurança de servidores. O que, de maneira alguma, é o caso de Growth Hacker, que busca as brechas ou atalhos para o rápido crescimento da empresa ou nas vendas.

Growth Hacking exige conhecimento de programação?

É importante que o Growth Hacker possua um bom conhecimento de tecnologia, sabendo as novidades, possibilidades e, de maneira geral, como as coisas funcionam. Mas ele não precisa, necessariamente, ter conhecimentos aprofundados em programação.

Em vários casos, as empresas possuem programadores nos seus times de Growth, justamente para desenvolver os experimentos selecionados. Inclusive, muitos growth hacks não exigem conhecimento em programação.

Nesse sentido, não é o próprio Growth Hacker que trabalhará as linhas de código. Ainda assim, vale ressaltar que saber programação pode, sim, ser um grande diferencial, e até gerar autonomia para o Growth Hacker.

Quais são as etapas do Growth Hacking?

O Growth Hacking consiste em um processo baseado em 5 etapas. Vejamos, então, cada uma delas:

1. Geração de ideias

Consiste em obter insights por meio de pesquisas de mercado, análises de cases de sucesso, benchmarking, buscas em blogs e redes sociais, entre outros. O brainstorming também é utilizado para construir boas ideias.

2. Seleção de ideias

Definição de quais ideias são as melhores para a empresa e quais terão prioridade. Nesse sentido, torna-se importante dar preferência às ideias que exigem menores esforços e apresentam maiores impactos nos resultados — e probabilidade de sucesso.

3. Modelagem de experimentos

Esse é o momento em que a ideia vira uma hipótese a ser validada. E, aqui, ter clareza quanto ao gatilho que será explorado para cada barreira de crescimento que se quer superar é fundamental para o sucesso.

Nesse sentido, estatísticas e perguntas ajudam a comprovar as hipóteses, além de uma minuciosa medição dos resultados e dos KPIs (métricas) necessários.

4. Realização de experimentos

É o momento em que o experimento é colocado em prática, ou seja, que a ideia é aplicada da maneira que foi planejada. Assim, monitorar os resultados preliminares e toda a operação é fundamental para garantir que tudo está sendo executado conforme o planejado.

5. Análise de resultados

Essa é a última etapa, e consiste em medir todos os dados obtidos para saber se as hipóteses se confirmaram. E esse aprendizado é fundamental, já que é por meio dele que podem surgir várias outras ideias de ações de Growth Hacking para o futuro.

O Growth Hacking exige uma mudança de pensamento?

A resposta para essa pergunta é “sim”! Tudo começa com uma mudança de cultura e perspectiva. E uma boa estratégia para mudar o seu mindset (ou mapa mental) é se aproximar de startups — principalmente daquelas que aplicam a metodologia da Lean Startup (startup enxuta).

Essas empresas inovam ao oferecer soluções disruptivas para mercados com modelos antigos de negócio — e o Growth Hacking é uma exigência para se destacar em cada frente, ganhar impulso e, finalmente, crescer. Logo, aplicar essas práticas nas suas estratégias de vendas pode alavancar os seus resultados.

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Sobre o autor

João Paulo Beluca

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